Sinto uma tristezaSem fim
Dentro de mim
O meu coração
Bate como um relógio
Sinto um calafrio
Dentro de meu ser
Esta dor é tão forte
Que quase me derruba
A minha mente
Desapareceu no infinito
Não sei explicar
Este vazio dentro
Do meu corpo
Gostava de ser uma semente
Para ser transportada pelo vento
Gostava de soltar a minha mente
E deixa-la à deriva por um momento
Sem parte definida
Sem local de chegada
Sem destino premeditado
Queria voar, voar, voar,...
Queria sentir, sentir,...
Queria apanhar
Essa liberdade de viver
Ser livre no tempo
Soltar todo o meu ser
Libertar-me das amarras da vida
Ser livre de voar pelo mundo
Ai, como eu queria ser assim
Poder dar fim
A esta dor que queima
Dentro de mim.
By: someone
Debilitada vou percorrendo um dia de cada vez, a fraqueza permanece em todas as partes do meu corpo, Numa decomposição constante e quase que cíclica, movo-me nos permanentes bloqueios da minha mente. O meu olhar cabisbaixo, dissipa-se, enquanto tento desprezar, e ao mesmo tempo, acabando por aceitar, a minha morte lenta. O olhar atento fixado nos meus paços, o controlar da minha respiração e dos meus movimentos; o distorcer da minha voz, enquanto me roubas a visão, e eu ali quieta na expectativa, tento lutar contra a cegueira. Tu roubaste-me a alma, apoderaste-te do meu pensamento, utilizando-o para coisas horríveis, e sabes? Graças a ti, já não sei nada, não sei o que estou aqui a fazer. O teu objectivo é recrutares-me, para junto de ti, conseguires fazer de mim a tua boneca de trapos, querendo manipulares-me, para contigo, ‘’acabar’’ com a vida de mais inocentes.
Isso pensava eu, e agora, num momento de sobriedade, caí em mim.
Sim, tu queres algo que estás a conseguir; queres assistir à minha deterioração; invisível a nível físico, mas claramente visível no meu estado de reacção.
Sabes que não estou a sofrer, porque tens a consciência que me tiraste todos os sentimentos; e com vontade ou sem vontade, não te apoderaste das únicas ‘’expressões’’ que ainda me restam, que uso para te fazer frente; o meu sorriso, a minha escrita; e acredita, através dela consigo enfrentar-te, não sabendo explicar bem ao certo o que tu és, mas sim, o efeito que provocas em mim.
Inocentemente ainda acredito que te vais fartar, que um dia vais dizer basta!, assim como eu o disse inúmeras vezes…
Se esse tal dia não acontecer, eu sei muito bem o fim que me espera,
Perdida, inconsciente, fraca,
Á espera que a alma que me roubaste
Encontre o meu corpo caído e inacabado,
Esquecido e apagado pelo tempo.
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