
A cada passo adiante, note-se, num terreno lamacento, ou melhor dizendo, em areias movediças, apago com certa destreza o caminho outrora prosseguido num planalto floreado, rodeado de natureza sibilante.
Com franqueza reconheço o trago amargo do abstencionismo mental, cuja passividade monocórdica embala ritmicamente qualquer espectro de sonambulismo, cuja descoordenação físico – mental é tão patente como de abominável.
Defronte, um jogo de palavras desconexo, descontroladamente impulsivo e atroz, o qual se revê numa hipocrisia de circunstância, de conveniência deliberada.
Fatigante é a audácia de uma perplexidade sem contornos de sanidade, ao deixar réstias de ilusionismos, malabarismos, truques de malvadez, os quais se desvanecem numa fracção suspirante, pestanejante, esfusiante de um diafragma debilitado.
Resta apenas um corpo que se debate numa auto flagelação, que se contorce em vão, aguardando a euforia pós catártica, a qual consola, preenche os vasos sanguíneos ressequidos, sara os golpes desferidos, mediante a improcedência de actos embebidos de fracasso, de uma impotência, incapacidade cintilantes.
Passos dados em falso, identificados com uma leveza do ser, no âmago de uma inocência indescritivelmente falaciosa, notória, indiscutivelmente falível, enquanto se esvaia a intensidade do fôlego, momentânea e fugaz que não quererás certamente saborear, fazendo jus ao legado que havias combatido, que tão forçosa e esforçadamente arredaste, jazendo até há bem pouco tempo naquela preciosa sepultura que tiveste a ousadia de profanar, desenterrando o que mais simboliza aquele teu erro crasso.
Quantas mais vezes terás tu de te fascinar, iludindo-te, caindo no embuste resplandecente, o qual ao te encandear faz de ti uma boneca de trapos facilmente maleável, devassada, constituída por partículas apetecivelmente desmembráveis, fraccionadas. Fazes questão de baralhá-las com uma proeza tal, que não mais verás interligadas como se de um puzzle de peças soltas se tratasse. Não mais serás um todo homogéneo.
Saudosista, irrealista, ingénua serei ao admitir que anseio pelo reencontrar de um passado que jamais voltará a ser o teu, um pretérito mais que perfeito que é totalmente afrontado e renegado pelo indigno e imperfeito presente que encabeças.
Enquanto te limitas a ser reconduzida numa envolvente disfunção procedimental, numa sequência premeditada de atitudes sôfregas e disléxicas.
Quero rever-te a protagonizar a completude daquele papel com o qual te reconheces na sua própria simetria, delicadeza, o qual desempenhas com tamanha devoção, no âmbito de uma fluidez discursiva sem precedentes, assente num raciocínio mecanicista, automático desprovido da mais ténue sensibilidade. É certo que te aconchega, acalentando-te o espírito, mas simultaneamente consome, suga, alimenta-se da suculenta e condimentada racionalidade empírica, de captação e absorção selectiva do meio que te circunda. E aos poucos, na demência da tua alma cativa num físico dormentemente sedado, que te obstrui e sufoca, mal te apercebes do quão desfocada se vai tornando a tua imagem. Será inútil tentares reflectir-te num espelho, em virtude de não conseguires através do mesmo, preencheres o nítido fosso, as profundas mazelas ensanguentadas.
Acordaste sobressaltada. Não te atrevas a deixar-te adormecer novamente, poderás jamais despertar.
Desconstrói a muralha que te aprisiona, a estrutura que almejou o teu suor, e volta somente a reconstrui-la aquando do erguer da tua insegurança. É aí que me abraças, apertando-me destrutivamente, esperando eu, que à mínima oportunidade me libertes e que ao desprender-me das demais imperiosas amarras sinta atirares-me para o tão tenebroso asfalto. A dor da queda, essa, nem sequer chego a experimentá-la. Senti-la-ei apenas ao dormitar sob o ardor da avidez pela qual me deixei embevecer.
De entre retoques, arranjos, assertos e amparos perfeccionistas e desconcertantes, vais brincando aos jogos de amnésia, esquecendo, marginalizando a menina que vingara na vitoriosa chegada, regredindo, ao vestires sem pejo algum, a pele do vulto que iniciara a partida, espectro esse que se desfaz, coabitando a paredes meias com a amargura do teu involuntarismo tangente.
Arrepelo-me e arrepio-me ao assistir à sinfonia monótona da tua avassaladora inconsciência, caindo no assassínio de uma confiança cegamente legítima, porém tudo menos meritória.
Atrever-me-ei a dizer-te com toda a crua frieza definitória do meu carácter, sem qualquer piedade ou complacência, que desmoronaste os alicerces equilibradores da tua inconsistência pendular, tonteando-te, à medida que te destróis enternecidamente sem disso te dares conta.
Com franqueza reconheço o trago amargo do abstencionismo mental, cuja passividade monocórdica embala ritmicamente qualquer espectro de sonambulismo, cuja descoordenação físico – mental é tão patente como de abominável.
Defronte, um jogo de palavras desconexo, descontroladamente impulsivo e atroz, o qual se revê numa hipocrisia de circunstância, de conveniência deliberada.
Fatigante é a audácia de uma perplexidade sem contornos de sanidade, ao deixar réstias de ilusionismos, malabarismos, truques de malvadez, os quais se desvanecem numa fracção suspirante, pestanejante, esfusiante de um diafragma debilitado.
Resta apenas um corpo que se debate numa auto flagelação, que se contorce em vão, aguardando a euforia pós catártica, a qual consola, preenche os vasos sanguíneos ressequidos, sara os golpes desferidos, mediante a improcedência de actos embebidos de fracasso, de uma impotência, incapacidade cintilantes.
Passos dados em falso, identificados com uma leveza do ser, no âmago de uma inocência indescritivelmente falaciosa, notória, indiscutivelmente falível, enquanto se esvaia a intensidade do fôlego, momentânea e fugaz que não quererás certamente saborear, fazendo jus ao legado que havias combatido, que tão forçosa e esforçadamente arredaste, jazendo até há bem pouco tempo naquela preciosa sepultura que tiveste a ousadia de profanar, desenterrando o que mais simboliza aquele teu erro crasso.
Quantas mais vezes terás tu de te fascinar, iludindo-te, caindo no embuste resplandecente, o qual ao te encandear faz de ti uma boneca de trapos facilmente maleável, devassada, constituída por partículas apetecivelmente desmembráveis, fraccionadas. Fazes questão de baralhá-las com uma proeza tal, que não mais verás interligadas como se de um puzzle de peças soltas se tratasse. Não mais serás um todo homogéneo.
Saudosista, irrealista, ingénua serei ao admitir que anseio pelo reencontrar de um passado que jamais voltará a ser o teu, um pretérito mais que perfeito que é totalmente afrontado e renegado pelo indigno e imperfeito presente que encabeças.
Enquanto te limitas a ser reconduzida numa envolvente disfunção procedimental, numa sequência premeditada de atitudes sôfregas e disléxicas.
Quero rever-te a protagonizar a completude daquele papel com o qual te reconheces na sua própria simetria, delicadeza, o qual desempenhas com tamanha devoção, no âmbito de uma fluidez discursiva sem precedentes, assente num raciocínio mecanicista, automático desprovido da mais ténue sensibilidade. É certo que te aconchega, acalentando-te o espírito, mas simultaneamente consome, suga, alimenta-se da suculenta e condimentada racionalidade empírica, de captação e absorção selectiva do meio que te circunda. E aos poucos, na demência da tua alma cativa num físico dormentemente sedado, que te obstrui e sufoca, mal te apercebes do quão desfocada se vai tornando a tua imagem. Será inútil tentares reflectir-te num espelho, em virtude de não conseguires através do mesmo, preencheres o nítido fosso, as profundas mazelas ensanguentadas.
Acordaste sobressaltada. Não te atrevas a deixar-te adormecer novamente, poderás jamais despertar.
Desconstrói a muralha que te aprisiona, a estrutura que almejou o teu suor, e volta somente a reconstrui-la aquando do erguer da tua insegurança. É aí que me abraças, apertando-me destrutivamente, esperando eu, que à mínima oportunidade me libertes e que ao desprender-me das demais imperiosas amarras sinta atirares-me para o tão tenebroso asfalto. A dor da queda, essa, nem sequer chego a experimentá-la. Senti-la-ei apenas ao dormitar sob o ardor da avidez pela qual me deixei embevecer.
De entre retoques, arranjos, assertos e amparos perfeccionistas e desconcertantes, vais brincando aos jogos de amnésia, esquecendo, marginalizando a menina que vingara na vitoriosa chegada, regredindo, ao vestires sem pejo algum, a pele do vulto que iniciara a partida, espectro esse que se desfaz, coabitando a paredes meias com a amargura do teu involuntarismo tangente.
Arrepelo-me e arrepio-me ao assistir à sinfonia monótona da tua avassaladora inconsciência, caindo no assassínio de uma confiança cegamente legítima, porém tudo menos meritória.
Atrever-me-ei a dizer-te com toda a crua frieza definitória do meu carácter, sem qualquer piedade ou complacência, que desmoronaste os alicerces equilibradores da tua inconsistência pendular, tonteando-te, à medida que te destróis enternecidamente sem disso te dares conta.
Findo isto, apercebo-me que basta de lamentações infundadas, provenientes de um semblante fatigado, o qual vagueando, foi de encontro à clausura de uma valsa de pensamentos amarrotados, deparando-se com o abalo do insucesso desprestigiante e calamitoso, decorrente da tentativa de encenar uma personagem que não mais voltará a encarnar.
Tenho saudades tuas, da tua intransigência ao não pactuares com desilusões. Sabendo que só tu podes contrariar o pendor irreflectido que culmina a passos largos para o estaticismo irremediável de uma alma penada.
Tenho saudades de mim.
Desespero à mercê de um hipnotismo atordoante e hipotético, estaria a redundar num eufemismo.
Vinga-te da vil cedência, cuja doçura apraz degustar, posteriormente atraiçoando-te constituindo um entrave de deglutição, penosa, estridentemente ruidosa, pondo término à altiva asfixia galopante com um suspiro insonoro, inaudível.
Procura-te, encontra-te e não mais te percas.
Encontrá-la-às votada à inércia de um mero observador que se submete ao estatuto de um insignificante figurante, assistindo impávida e serena ao desenrolar do rol de cenas despistadas, que compõem a peça que ela mesma realizou.
Palavras sonolentas, as quais se coadunam num mesmo ideal cíclico, obstruindo a junção coerente de qualquer raciocínio.
Já nem o peso dos vocábulos equaciono.
Não me reconheço, muito menos me revejo nesta arbitrariedade sequiosa de vagos conceitos que deambulam sem retorno.
Compassos de pequenez, tacteados na cegueira de gestos distorcidos sob coação.
Tenho saudades de mim.
Desespero à mercê de um hipnotismo atordoante e hipotético, estaria a redundar num eufemismo.
Vinga-te da vil cedência, cuja doçura apraz degustar, posteriormente atraiçoando-te constituindo um entrave de deglutição, penosa, estridentemente ruidosa, pondo término à altiva asfixia galopante com um suspiro insonoro, inaudível.
Procura-te, encontra-te e não mais te percas.
Encontrá-la-às votada à inércia de um mero observador que se submete ao estatuto de um insignificante figurante, assistindo impávida e serena ao desenrolar do rol de cenas despistadas, que compõem a peça que ela mesma realizou.
Palavras sonolentas, as quais se coadunam num mesmo ideal cíclico, obstruindo a junção coerente de qualquer raciocínio.
Já nem o peso dos vocábulos equaciono.
Não me reconheço, muito menos me revejo nesta arbitrariedade sequiosa de vagos conceitos que deambulam sem retorno.
Compassos de pequenez, tacteados na cegueira de gestos distorcidos sob coação.
Infrutiferamente procuras, sedenta de ti mesma, não haverá tempo a perder com tais lamúrias, enquanto teimares perder a vida nesse teu mundo de incerteza.