30 agosto 2006

Um toque de liberdade...

Um passo ao lado, ou um susto mal pregado.
Um salto sem fundo e sem impulso.
Sem chão.
Sem céu.
Meia desencontrada do caminho.
Meia perdida e meia achada.
Um não saber estar parada.
A busca de uma ilusão.
Dos sonhos todos que estão na mão.
Uns olhos fechados.
Uns braços esticados.
Meia embaraçada.
Meia perdida e meia achada...

Mal eu sabia que a vida nos rouba os sonhos...


Aqui, sentada a olhar para o mar, com ele mesmo à minha frente, a observar como ele pode ser, por vezes tão calmo e por vezes tão inquieto e perigoso. Oiço o rebentar das ondas nas rochas, sinto a água a querer arrastar-me, para me levar com ela. Toco nos grãos de areia que existem em meu redor, encontro beatas, e quase todo o tipo de lixo doméstico; agarro bem num bocado dessa areia e atiro-a para cima de mim, e fico à espera que a brisa do mar ma roube. Debato-me numa luta cíclica contra as correntes marítimas; Quero pegar naquelas conchas lindas, de diferentes cores e formatos, mas a água insiste em envolvê-las. Contudo, contento-me a olhar para as gaivotas que ao longe, baloiçam ao sabor das ondas, à procura de algum peixe. Faz-se tarde. Perco-me, completamente, a apreciar o pôr-do-sol, em que observo atenta, ele a desvanecer-se no horizonte. Vou-me embora e levo comigo aquele som viciante das ondas a irem, a virem, a irem, a virem; levo tambem o cheiro que me acompanha durante a minha estadia naquele relevo paradisíaco ( a areia ), aquele cheiro de protector solar entranhado na minha pele, aquele cheiro doce e cativante.
Perto destes fenómenos tão naturais e tão belos, quem é que pode ficar indiferente? Pequenas coisas, é certo; mas fazem-me sentir bem, dão-me a sensação que perto delas, estou segura.


Ali, posso tocar no infinito.

Os meus ultimos textos têm sido repletos de sensações...
Meros desabafos...
Devaneios...

29 agosto 2006

O Silêncio…


Sozinha, vagueio em sítios vazios, que a escuridão conseguiu alcançar; quero descrevê-los tal como os vejo, ou os imagino, mas esses lugares parecem ser indescritíveis. Enquanto avanço, sinto um enorme calafrio a percorrer-me a espinha; o meu cérebro parece não acompanhar aquilo que eu vejo. Tento falar, e o que sai da minha boca é, apenas o hálito gelado que comprova que a temperatura ambiente não é de todo a mais favorável. Viro-me de repente, e lá estás tu, ao fundo de tudo; aquilo que eu mais temo, aquilo que faz com que eu não acredite em nada, em ninguém. Durante muito tempo baptizaram-te de Desilusão, mas nos tempos que correm, tenho a certeza que posso tratar-te por Tu. No momento em que estou frente a frente contigo, naquele momento em que nos confrontamos, apetece-me dizer tudo o que nunca fui capaz de dizer, de proferir palavras ao acaso, formando frases inconsequentes, cujo o significado seria devastador. Pensava que podia magoar-te, mais do que tu me magoaste a mim; mas naquele preciso momento, paira o silêncio (mais um amigo teu e inimigo meu); e depois, resta o meu sentimento de culpa por não ter conseguido quebrá-lo.
A seguir, vem uma, duas, três (as que forem preciso) lágrimas, que nada fazem, que nada resolvem.
O silêncio, (algo estranho, que me assusta), quando sei que ando de mão dada com a traição, quando sei que todos os meus sacrifícios, que pelos quais lutei, são inúteis.
O silêncio é (apetece-me denominá-lo assim) o refúgio das minhas palavras.

28 agosto 2006

In my field of paper flowers…



O meu grito é abafado por um vendaval, a minha mente está cheia de recordações desfeitas pela trovoada, tenho a garganta a abarrotar de palavras embrulhadas e amarrotadas à espera de serem soltas. Aqui sentada a escrever os meus devaneios, não dou pelo tempo passar, enquanto oiço o uivo do vento forte, a derrubar tudo, lá fora. Observo imóvel, como se nada fosse comigo, vendo a destruição a rondar-me, mas não a atingir-me.
Aqui estou, indiferente mas com saudades de pequenas coisas, de pequenos toques, de pequenos cheiros, que me fazem querer viver, que me fazem querer acreditar, que dão um novo rumo à minha vida, quando não sei para que lado é que devo seguir.
A memória, é só um pretexto que tenho para me lembrar de coisas simples e recentes, do tipo: o que é que comi à bocado, ou o que é que fiz ontem; no meu caso não sei se ela abrange um período de tempo tão longo, O tempo, esse fez-me mudar, fez-me apagar memórias boas que trazem saudade, e más, que hoje não passam só disso, de memórias. Fez-me ver algumas coisas noutra perspectiva, noutro ângulo. O tempo construiu-me, e se hoje sou como sou, foi devido a esse tempo que tanto necessitei, Tive um momento sabático na minha vida, que não o trocaria por nada.

Memórias esquecidas, transcritas para papéis amachucados e rasgados, com palavras escritas em vão e borradas pelas lágrimas.
O tempo faz questão de apagar tudo, se deixarmos, e aí, a memória de nada nos serve.

25 agosto 2006

Murmúrios utópicos


Entrei,
E vi a verdade nua e crua.
A cor do medo,
A fúria da vitória
Empurrando-me para a frente.
Gritei e ouvi o eco do meu grito
Abanar o mundo e sacudir as estrelas.
Ergui os meus braços para a noite escura,
Ainda mais clara que a minha alma,
E chorei de alívio e raiva
Por me livrar da minha inocência.
Castiguei as minhas perguntas,
Respondendo-lhes...
E senti a chuva purificar-me até aos ossos.
Senti vontade de explodir,
De me desintegrar em mil pedaços,
Que formariam depois uma pessoa qualquer!
Dancei com o meu medo
E lutei contra a minha sorte.
Fechei os olhos e quando os abri...
Já não tinha mais alma!...
Ela anda perdida por aí...
Cinzenta e solúvel como o nevoeiro,
Soando tão só como o toque dos sinos de madrugada.
Deixou de ser minha prisioneira,
Escrava dos meus complexos e receios
E advogada dos meus sonhos e sentimentos.
Está livre e solta...
Forasteira e escorraçada,
Como se tivesse raça, cor ou sexo.
De canto para canto,
Ignorando a verdade que eu vi e conheço.
Trocámos de lugar... Sou eu que estou do outro lado do espelho agora.
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Estou no meio de paredes nuas, que eu própria despi, brancas, pálidas e rugosas; de uma janela que raramente consegue deixar passar raios de luz; debaixo de um tecto enfeitado por um candeeiro de luz artificial, debaixo de um tecto que teima em desabar e cair-me em cima; em frente de um espelho que reflecte a imagem de uma pessoa irreconhecível; no meio daquela mobília de madeira que continua no mesmo sítio, e num estado igual ao do primeiro dia em que a vi, apesar dos anos terem passado, não se lhe nota o desgaste, nem a deteorização; atrás de uma cama rígida; sentada num chão escorregadio que insiste em fazer-me cair; estou a olhar fixamente para aquela porta que está fechada, quero abri-la; tenho a sensação de que o que vejo não é verdadeiro, pareço uma câmara que capta a imagem tão lentamente, que acaba por ficar desfocada, tenho medo da luz se apagar a qualquer momento. No meio desta imensidão de acontecimentos, de situações vastas que tendem em continuar, parecendo inacabáveis; de choros; de pensamentos; de palavras, frases, actos lançados ao acaso e esquecidos pelo tempo. Quatro paredes que confidenciam tudo isto, num silêncio absoluto, ouvem os meus piores medos e receios, todos os meus pesadelos, os meus poucos momentos de felicidade, de sorrisos, risos e gargalhadas, todos os meus segredos, e anseios.
Quando lá estou, sei que posso abstrair-me de quase tudo, posso gritar ou até mesmo berrar.
Nessas quatro paredes vejo um apoio extremo, que me aquece quando eu arrefeço, quando estou gelada; nelas vejo um ombro amigo. E essas quatro paredes fazem parte do meu quarto.
Despi e horrorizei aquele a que eu chamo de ‘’o meu cantinho, o meu espaço’’, o único sítio onde eu me sinto verdadeiramente bem.
Tenho saudades de adormecer a ouvir os pingos de chuva a colidirem com o telhado, tenho saudades de olhar pela janela do meu quarto, de onde posso ver e imaginar tudo, onde me perco, horas e horas a sonhar.

21 agosto 2006

Dentro de mim...


Quero o meu bem; O das pessoas que me rodeiam; Daquelas que me fazem mal mas que eu não consigo odiá-las nem ter um pingo de rancor ou de vingança; O bem daqueles de quem eu gosto; Daqueles que eu conheço mas que me são indiferentes; Daqueles que eu nem sei que existem; O bem de todos…E quando falo em Bem…é o de ter Sorte e Saúde na vida, porque o resto vai-se construindo, aos poucos e poucos; E desses dois pontos, quando um deles falha, falha tudo…e ter sorte e saúde é Tudo, todos nós vivíamos num mundo encantado, acredito que se evitava muito sofrimento, mas como não se pode ter Tudo, temos de nos aguentar a viver na imperfeição, lutando a todo o custo para cada dia sermos pessoas melhores; As frases: ‘’Ninguém é perfeito’’; ‘’Errar é humano’’, e muitas outras, têm uma certa razão, mas para muitos só servem de desculpas, que fazem com que não se esforcem, continuando a errarem; Contudo, é certo, que não se deve julgar ninguém, ninguém tem esse direito, porque não nos podemos pôr na cabeça de outra pessoa, porque nunca sabemos como é que ela pensa, e o que pode ser certo para ela, pode ser tão banal para nós como atravessar a rua; e não é certamente com violência, com insultos que as coisas se resolvem, porque nunca sabemos se no lugar dessa pessoa não teríamos feito o mesmo, devemos compreende-la, tentar percebe-la, pormo-nos no lugar dela, por muito difícil que isso seja ( e eu sei que é muito mais fácil dizer e escrever isto, do que pôr em prática, na realidade, no dia a dia ), mas é a minha forma de pensar, de hoje e de há algum tempo, não digo que estou certa em relação ao que penso, mas sei que tudo isto faz sentido, para mim.

E ontem acreditei em tudo outra vez, em mim, na vida, Pensei naquelas pessoas que estão longe, mas que não deixam de ser especiais e de preencher o vazio que ás vezes sinto, O ar tinha um cheiro diferente, puro e agradável, ouvia com atenção o som da erva seca debaixo dos meus pés, á medida que a ia pisando, O vento fresco a bater-me na cara, a paisagem a meu redor, as nuvens pareciam que estavam mesmo perto de mim, pareciam algodão doce, tinha vontade de trincá-las, as flores e até mesmo as ervas daninhas, as árvores, todos os bichinhos, as formigas, os mosquitos, pareciam-me tão frágeis, tinha medo de lhes tocar, tudo estava tão diferente, tão belo, tão perfeito; voltei a dar um novo sentido ás coisas, sentido esse que não é o óbvio, não é o real, mas sim aquele que eu atribuo; ontem deu-me vontade de cheirar, de ouvir, de tactear, de ver e de sentir o sabor;

Porque nesse dia, o meu quarto tinha sido invadido por uma luz fora do vulgar, transparente, reluzente, translúcida, sem nenhuma partícula de pó, luz essa que veio sem avisar, que depressa atravessou o vidro duplo da minha janela; que me fez saltar da cama.
Essa luz que me segura quando eu estou prestes a cair de um abismo.
Estou eternamente grata a esse fiozinho de luz, que um dia ousou romper pelo meu quarto a dentro, que me deu forças e que fez renascer em mim aquele conceito tão lindo da vida, que já há muito o tinha perdido…
Se vai ser por pouco tempo, ou por muito, não sei, quem o dirá…
Mas foi bom ter vivido isso,
Outra vez…

Texto feito por: Mim…como todos os outros!

15 agosto 2006

A morte...



Não há dia, não há semana, em que eu não tenha de viver com esta pressão, coisas que não param de acontecer, coisas que eu vejo, que eu ouço; palavras com significados devastadores, mas mais do que isso, tudo o que acontece é que tem um poder persuasivo em mim. Pessoas que eu amo, hoje estão bem, amanha estão perto da morte; acidentes horríveis, que tenho de presenciar, na estrada, cada vez que vou para algum lado; noticias de mortes macabras, nas guerras, numa aldeia pacata, enchem os noticiários, os jornais e revistas; enchem-me os ouvidos de desilusão.
Sinto-me fraca, amargurada, incapaz, porque não posso lutar contra ela, ninguém pode. De uma maneira mais trágica ou menos trágica, numa hora ou noutra, num dia ou noutro, num lugar ou noutro, numa idade ou noutra, numa mulher ou num homem, numa pessoa má ou numa pessoa boa, Ela persegue-nos, e quando não nos consegue apanhar, fica a espera do golpe final para acabar connosco de vez, enquanto isso, ela faz-nos sofrer a nós e a todos os que nos rodeiam e que nos amam. Depois de tudo, já não se sente nada, da parte dos que partem, fica apenas a dor, a saudade, o amor e a recordação, dos que ficam. Ela rouba-nos o essencial da nossa vida. Como é cruel, não é?? Podemos lutar contra tudo, menos contra ela; e Ela está a tornar-se cada vez mais poderosa, está a tornar-se a realidade do mundo, de hoje em dia, de todos os dias. Ela consegue fazer-me uma grande pressão, pressão essa que me leva a questionar, se devemos lutar por aquilo em que acreditamos, se vale a pena, Porque de um momento para o outro tudo acaba, tudo desaparece, ficamos sem nada, sem a nossa protecção. E quando ela chega para me roubar alguém, acabaram-se os porquês, porque nesta vida nada tem uma resposta definitiva, nada é tão absoluto quanto ela. Nestas alturas apetece-me tanto ir para aquela ilha, que reservo durante os meus sonhos, apenas Eu a paisagem e mais ninguém, onde fico Sem estas pressões, que me levam à exaustão.

11 agosto 2006

I will try to be strong


Vou caminhando por aquela rua estreita, imunda, silenciosa, com lâmpadas que a iluminam durante as noites escuras, adoro passear por lá, conheço-a bem sabes? Chego ao fundo da rua e não há continuação, há um beco sem saída que faz questão de encurralar-me. Mas quando chego ao fim da rua, sei que cumpri a minha tarefa, volto para trás e envolvo-me na escuridão, piso o vidro estilhaçado que vou encontrando, corto-me, oiço ruídos que me assustam, quero fugir, mas não consigo, escorrego numa poça de água, caio, deixo-me ficar naquele sitio, os pensamentos começam a atordoar-me o pensamento, choro, e choro sem parar, No fim, pergunto-me se o facto de ter chorado resolveu alguma coisa, não, não resolveu, resolveu apenas para descarregar tudo o que sentia naquela noite, naquele momento, mas sabia que havia de vir mais dias e noites como essa, em que eu tinha de descarregar tudo outra vez, da mesma maneira. Mas não, da próxima vez eu prometo que não vou chorar, prometo que irei ser forte e que não me vou deixar apanhar pela noite escura, pelos pensamentos horríveis, pelo choro inútil. O som das lágrimas a caírem-me pelo rosto, o meu soluço a entoar aquela rua, as minhas mãos geladas a taparem-me os olhos, o arreganhar dos meus dentes, o meu corpo a tremer de frio e de medo, o medo de estar sozinha, o medo daquele silencio. Eu prometo que irei ser forte da próxima vez.

07 agosto 2006

Maybe...one day...





















Farta de gritar, e ninguém me ouvir, só ouço o som de um eco a desgastar-se aos poucos e poucos, à medida que vai soando sem forças, Como se estivesse a gritar, ao mesmo tempo que caio num poço bem fundo e sem luz. Ninguém me ouve, sinto-me sem vontade para nada e ao mesmo tempo com vontade para tudo, Para mudar, o que me falta é a coragem, melhor dizendo, a confiança, já não confio em nada, em ninguém, Não sei se não será melhor dizer, que me falta Tudo. Sinto-me a tropeçar, a cair e a aleijar-me sem ter forças para depois me levantar. Preferia estar de olhos vendados,sem pestanejar. Sinto-me encurralada, quero continuar, mas existe algo que me impede, e esse algo, eu sei que reside bem dentro de mim, esse algo é um parasita que me suga as forças e por vezes a alma. Sinto-me a fraquejar, cambaleando em todos os sítios por onde eu passo, Sinto o olhar gelado de todas as pessoas que me olham, sinto o ódio e a raiva a morarem mesmo ao meu lado, sinto o rancor e a vontade desmedida de vingança, a adormecerem comigo, Sinto a ilusão, o amor, a bondade a dormirem comigo, naqueles sonhos profundos que eu gostaria tanto que fossem reais, sinto a desilusão quando acordo e vejo que tudo não passou de uma grande mentira.
Sinto-me a fracassar…
Sinto-me a desmaiar…
Sinto a queda….sem ter ninguém para me agarrar, para me segurar, para me ajudar…para me apoiar…
Desfaço-me,
Estou a decompor-me aos poucos….

04 agosto 2006

A insegurança é...



Algo que me é quase impossível de descrever, algo que me arrasta há muito tempo, algo que me bloqueia impossibilitando-me de fazer o que gosto e aquilo em que acredito, algo que me magoa e que me corrói por dentro, algo que eu não quero ter…mas tenho…algo que me assusta…que me põe muito medo…Algo que eu queria combater…mas não consigo…porque não sei como combate-la….algo inexplicável…algo que eu não sei quando é que vai passar….se é que vai passar….Algo que eu não noto na realidade…mas quem está de fora nota….Algo que me impede de acreditar em mim mesma….Algo que me destrói…afastando todas as pessoas, que eu julgo gostarem de mim…Algo de que eu não tenho culpa…Simplesmente…..faz parte de mim….

03 agosto 2006

Não há o Limite...


Palavras impensadas … Actos imperdoáveis … Imortalizados na escassa memória … De quem os praticou … De quem deles foi vitima … Palavras proferidas no meio da mortalidade do ser …. Na fragilidade de um corpo … Na delicadeza de um simples beijo … Num impensado acto de vingança …. Apenas e simplesmente farta deste mundo … Mundo de mentiras … De realidades maldosas … De amores imperfeitos … Sinto que já não sou tão forte como queria … A minha determinação está a desfazer-se … A minha vida está a desmoronar-se … Só vejo a escuridão … Acho que a minha luz foi roubada … Encontra-a por mim … Já não tenho forças …


Pensamos, Dizemos, Agimos, tudo sem pensar..magoando-nos a nós e a todos á nossa volta..
Vivemos toda a vida com a esperança morbida de encontrar a perfeicão....o problema, é que ela nao existe...Ok...sim, existe mas só na nossa capacidade inutil de imaginacao e de esperanca..onde é que isso nos leva???....a nada....só depois de termos caído de um abismo, termos batido lá bem no fundo e nos despedaçarmos...é que nos apercebemos de que o facto de termos lutado por tudo o que queremos...só serviu para nos magoarmos, Mas o nada, é tao subjectivo, mesmo que tentemos e nos venhamos a magoar nada é inutil, porque por muito que alguma experiencia nos corra mal, podemos sempre tirar alguma coisa de positivo, sei que ás vezes essa positividade nao está bem á vista, mas temos de procura-la...e eu sei que é muito mais fácil dramatizar uma coisa que á partida é dificil....mas que na verdade é facil de suportar....que nao tem qualquer importancia....mas o fácil e o dificil de suportar depende de cada um de nós, é por isso que eu repito as vezes que forem precisas, Tudo é tao subjectivo.....é por isso é que há alturas em que eu penso, que nao vale a pena fazer nada para continuar.....apetece-me ficar aqui quieta, como se estivesse a hibernar, ver as coisas a acontecerem, e nao fazer nada, mas essa nao é a solucao....porque se eu nao tivesse pessoas de quem eu gosto e que me rodeiam....podia ficar quieta....sim....mas ficando quieta....tudo o que acontecesse aos de quem eu amo....de bem ou de mal....antigir-me-ia....por isso....ninguem consegue estar quieto...nem eu....isso é uma de tantas outras necessidades que o ser humano tem....mas cada vez mais me mentalizo...que.....estamos cá só para desempenhar as necessidades....de nascer...crescer....comer....beber.....amar....sofrer....envelhecer....e morrer (se bem que...infelizmente...há quem nao chegue a desempenhar todas essas necessidades)....O mundo podia ser um sitio bem melhor para desempenhá-las...mas nao é....todos os dias ouvimos falar de guerras...de mortes....todos os dias há maldade...só nos sabemos bombardear uns aos outros.....
Somos todos tao diferentes....mas porque é que nao temos um desejo em comum...só um que seja.... insignificante neste mundo de desejos e de ambicoes desmedidas....Mas bem significativo para cada um de nós... A Felicidade Geral...Não basta vivermos no nosso mundinho isolado de tudo e todos...com as nossas ''preocupacoes'' que por vezes sao dificeis ou impossiveis de resolver e de suportar....se nao...ter que levar com a infelicidade que reina neste mundo...que me preocupa e assusta-me terrivelmente....Aonde é que isto vai parar??...nao há o limite......há apenas a nossa ilusao de poder mudar o que está errado...de poder ser feliz...mas a felicidade pode ser efémera....e mesmo que nao o seja, nunca somos felizes a 100%...há sempre algo de errado.....